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Hoje preso e em crise financeira, Eike Batista foi fenômeno de Marketing pessoal

Atualizado em 18/05/2017
É, amigos, a situação não está fácil pra ninguém! O empresário brasileiro, Eike Batista, que até pouco tempo figurava em 7º lugar na lista das pessoas mais ricas do mundo (com uma fortuna avaliada em aproximadamente US$ 30 bilhões), perdeu 99% dos seus ativos em menos de 12 meses, gerando a maior crise de um grupo privado no Brasil em toda sua história. Se não bastassem os problemas financeiros, Eike acabou preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por acusações de pagamento de propina a Sérgio Cabral, então governador do Rio de Janeiro. Serei breve na análise sobre a incrível perda financeira sofrida por Eike Batista e nas investigações policiais. De antemão, aviso que não sou especialista em petróleo, Bolsa de Valores ou Direito Penal. A principal análise deste texto abordará exatamente como o empresário conseguiu tamanha riqueza apoiando-se no Marketing Pessoal e, por último, apontando um grande erro do empresário. Eike foi um empreendedor extraordinário e teve méritos indiscutíveis ao acumular riquezas, porém deu um passo maior que a perna.


Quem é Eike Batista?

Eike Batista é filho de Eliezer Batista, engenheiro, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce e ex-ministro de Minas e Energia. Portanto, veio de família rica. Intelectual, cresceu sob influência de um mercado grandioso e que movimenta cifras extraordinárias. Ainda garoto, foi estudar engenharia na Europa e retornou ao Brasil com um instinto empreendedor bastante agressivo. Passou a comercializar ouro, adquirindo cerca de US$ 6 milhões em apenas 1 ano e meio. Entretanto, Eike queria mais. Ele implantou a primeira planta aurífera aluvial mecanizada na Amazônia, criando assim o seu próprio grupo de negócios, que se tornaria em pouco tempo um grande império do minério espalhado por diversos locais do mundo.

O fenômeno de Marketing Pessoal

Entretanto, Eike Batista não se restringiu apenas ao exercício de expandir os seus negócios e aumentar a riqueza. Ambicioso e egocentrista, passou a criar um personagem quase místico em torno de si próprio. Uma espécie de espelho para os demais empresários e empreendedores do Brasil. Eike não era só um bilionário. Ele se tornou a referência de sucesso para milhares de pessoas. Casado com uma das mulheres mais desejadas da época (Luma de Oliveira), também se aventurou nos esportes náuticos (foi campeão mundial de corrida de lanchas), investiu seus esforços em atividade sociais (leilões beneficentes, pacificação de favelas, eventos culturais, projetos ambientais), ministrava palestras sobre empreendedorismo, escreveu um livro de como seria a melhor maneira para empreender em um negócio “Visão 360°”, estreitou suas relações com diversos políticos (chegou a patrocinar ambos os candidatos na última eleição para presidente da república), divulgava as suas inúmeras superstições envolvendo seus negócios (todas as suas empresas possuem a letra “x” no nome), passou a ser figura conhecida em programas de televisão (Fantástico, Jô Soares, Roda Viva, Teletom...). Não havia mais dúvidas: Eike Batista era o homem que transformava em ouro tudo aquilo que tocava (no caso, tudo em que empreendia).

A grande cartada

Quando Eike Batista decidiu investir no seu mais ousado e caro investimento, a OGX (empresa de exploração de petróleo e gás), existiam milhares de pessoas dispostas a comprar ações da nova empresa. Afinal, com o “Papa” do empreendedorismo encabeçando o projeto, seria evidente que ele se tornaria mais um grande sucesso, certo? SIM e NÃO. O número de investidores dispostos a comprar as ações da OGX foi absurdamente grande. Entretanto, desta vez, Eike errou na “mágica”. Os números que a empresa divulgava sobre a quantidade petróleo encontrado não se confirmaram. Além disso, muitos dos poços explorados estavam secos. Resultado: a frustração deu origem a uma desvalorização sem precedentes das ações da OGX. Endividado até o pescoço com a empresa, o empresário já começou a dar os primeiros “calotes” nos credores. Aliás, especula-se que muitos ainda acontecerão!

O erro

Fenômeno de Marketing Pessoal e dono de uma Visão 360º sobre seus negócios (segundo ele mesmo), Eike Batista acabou escorregando em um erro primário de Marketing. Recentemente o empresário disse que não era um grande conhecedor do ramo petrolífero e que acabou sendo “enganado” pelos executivos responsáveis pelo andamento da empresa. Bom, uma das regras básicas de Marketing é não se aventurar nos negócios em que você não possui muito conhecimento e cujas barreiras de entrada e saída são muito elevadas. Isso sem falar na rede de cartéis de petróleo já consolidadas em várias partes do mundo. Para aquele que tinha como principal objetivo tornar-se o homem mais rico do mundo até 2015, o fato pode ter sido um “Game Over”. Quem sabe o ostracismo na cadeia sirva para o empresário tirar mais uma carta da manga que o devolva ao topo nos negócios. Não será fácil virar este jogo.

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